Mapeamento Programático e Prevalência de HIV entre Populações Chave de Moçambique: Estudo PLACE 2017
Sign inFHI 360
O estudo PLACE 2017 foi realizado em 5 províncias de Moçambique com o objetivo de mapear a prevalência de HIV entre populações chave.
2018 · 158 pages

Abstract
O estudo foi financiado pelo Plano de Emergência do Presidente dos EUA para o Alívio do SIDA (PEPFAR) e foi implementado pela FHI 360 em parceria com a Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill (UNC-CH). A epidemia de HIV em Moçambique é uma das mais graves da África Subsaariana, com uma prevalência de 1,5% entre a população geral. No entanto, as populações chave, como os homens que fazem sexo com homens (HSH) e as mulheres trabalhadoras do sexo (MTS), têm uma prevalência de HIV muito mais alta, de 17,1% e 24,1%, respectivamente. O estudo PLACE 2017 utilizou uma metodologia chamada PLACE, que consiste em três fases: A, B e C. A Fase A envolveu a preparação e o treino das equipes de campo, enquanto a Fase B consistiu na coleta de dados em 5 províncias de Moçambique. A Fase C envolveu a análise dos dados e a estimativa da prevalência de HIV entre as populações chave. O estudo incluiu 5 populações chave: HSH, MTS, mulheres transgénero (TG), trabalhadores do sexo (TS) e lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros ou intersex (LGBTI). A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas e testes de HIV em 5 províncias de Moçambique. A análise dos dados revelou que a prevalência de HIV entre as populações chave é muito alta, com uma taxa de 17,1% entre os HSH e 24,1% entre as MTS. Além disso, o estudo encontrou que a prevalência de HIV é mais alta entre as populações chave que vivem em áreas rurais e que têm menor acesso a serviços de saúde. O estudo PLACE 2017 tem implicações importantes para a política de saúde pública em Moçambique. Ele destaca a necessidade de uma abordagem mais eficaz para prevenir a transmissão de HIV entre as populações chave e de aumentar o acesso a serviços de saúde para essas populações. Além disso, o estudo sugere que a prevalência de HIV entre as populações chave é uma questão de saúde pública que requer uma resposta coordenada e integrada. O estudo também identificou algumas limitações, como a falta de dados sobre a prevalência de HIV entre as populações chave em áreas rurais e a necessidade de mais pesquisas para entender melhor a epidemia de HIV em Moçambique. Em resumo, o estudo PLACE 2017 forneceu informações valiosas sobre a prevalência de HIV entre as populações chave em Moçambique e destacou a necessidade de uma abordagem mais eficaz para prevenir a transmissão de HIV e aumentar o acesso a serviços de saúde para essas populações.
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