A Expansão do Feijão Bóer na Agricultura Familiar em Moçambique: Uma História de Sucesso
Sign inUNIVERSITY OF ILLINOIS, URBANA-CHAMPAIGN
A expansão do feijão bóer na agricultura familiar em Moçambique é uma história de sucesso.
2016 · 51 pages

Abstract
A produção do feijão bóer aumentou de forma significativamente mais rápida que qualquer outra cultura alimentar monitorada nos inquéritos rurais do TIA/IAI a nível nacional. Um crescimento robusto na produção a uma taxa de 8% anualmente tornou o feijão bóer potencialmente mais importante para o setor da agricultura de pequena e média escala em Moçambique do que qualquer outra cultura, com a exceção do milho e da mandioca. A principal força motriz do aumento da produção do feijão bóer em Moçambique foi o fato de mais agregados familiares cultivarem feijão bóer. O aumento da área de cultivo por cada agregado familiar produtor é um segundo fator impulsionador. No entanto, o aumento da produtividade não tem sido o fator de destaque na expansão da produção. O feijão bóer é uma das culturas com o rendimento mais estável no setor de agricultura de pequena escala em Moçambique, o que se adequa às condições de produção de uma relativa abundância de terras. A crescente procura de importações na Índia foi a principal fonte do crescimento da produção do feijão bóer em Moçambique. Em 2014, a Índia importou de Moçambique 300 remessas equivalentes a 60.000 toneladas, avaliadas em cerca de 40 milhões de dólares americanos. O mercado de importações para a Índia continuará a ser dominado por exportações de feijão bóer em grão não processado por muitos anos no futuro. A Tanzânia é hoje, e será no futuro previsível, o principal concorrente de Moçambique em matéria de exportações de feijão bóer. Dois aspectos da expansão do feijão bóer justificam um investimento mais selectivo por parte do Governo de Moçambique e seus parceiros doadores para fortalecer a competitividade do país. A disponibilidade das sementes das novas variedades de duração média, ICEAP 00554 e 00557, lançadas em 2011, deve ser aumentada e distribuída significativamente pelos produtores. Estas variedades de duração média e maturação precoce têm capacidade para escapar à seca terminal e podem aumentar a produtividade por muitas centenas de quilogramas por hectare. Além disso, os produtores devem ter acesso à informação sobre como semear o feijão bóer em consorciação com o milho durante a época de plantio e sobre os preços do mercado do feijão bóer durante o longo período de exportações sazonais que se inicia em Maio e que termina em Janeiro. A extensão deve dar ênfase à produção do feijão bóer como uma cultura eficiente em termos de recursos em consorciação com o milho e deixar de promover a produção do feijão bóer como uma cultura produzida em regime de monocultura. As mensagens da extensão devem ser ajustadas às condições de Moçambique de uma relativa abundância de terra e falta de mão-de-obra.
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