Avaliação das Barreiras Sócio-Culturais de Acesso e Retenção aos Serviços de Prevenção da Transmissão Vertical (PTV) em Moçambique
Sign inJOHNS HOPKINS UNIVERSITY BLOOMBERG SCHOOL OF PUBLIC HEALTH/INFO PROJECT
A avaliação das barreiras sócio-culturais de acesso e retenção aos serviços de Prevenção da Transmissão Vertical (PTV) em Moçambique foi realizada em 2015 pelo Ministério da Saúde, em parceria com a PEPFAR e o Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health.
2015 · 100 pages

Abstract
O objetivo da avaliação foi identificar os fatores que facilitam ou dificultam a adesão e retenção aos serviços de PTV, bem como o uso continuado de ARVs por mães grávidas após o parto e a amamentação. O programa de PTV foi iniciado em Moçambique em 2002 e foi implementado nacionalmente em 2004. Em 2010, o país optou por adotar a opção A (profilaxia com ARV simples ou duplo) para mulheres grávidas seropositivas, recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2013, a OMS divulgou novas diretrizes sobre o uso de drogas anti-retrovirais para a prevenção e tratamento do HIV, incluindo a recomendação para a prestação de tratamento anti-retroviral ao longo da vida (TARV) para mulheres grávidas e lactantes vivendo com HIV. A avaliação foi realizada em algumas províncias de Moçambique, incluindo Maputo, Gaza, Zambézia e Nampula. Foram realizadas entrevistas com mulheres grávidas e lactantes que aderiram ou estão a aderir ao programa de PTV, bem como com provedores de saúde. Os resultados da avaliação identificaram várias barreiras sócio-culturais que dificultam a adesão e retenção aos serviços de PTV, incluindo a falta de confidencialidade no atendimento, a ausência de consentimento informado para testagem e tratamento, e a sonegação/provisão de informação suficiente durante o aconselhamento. Além disso, a avaliação identificou fatores relacionados à fraca qualidade dos serviços, tais como acesso tardio ao diagnóstico, desconhecimento de aconselhamento e testagem ao casal, má atitude e negligência por parte dos provedores. Os resultados também sugerem que as mulheres solteiras com gravidez não planeada, não coabitando com parceiro, são um grupo alvo com maior risco para má adesão e desconhecimento sobre a eficácia do TARV na gravidez. A avaliação concluiu que é necessário desenvolver uma estratégia nacional de comunicação que possa contribuir para aumentar a adesão e retenção a PTV e uso continuado do TARV. A estratégia deve incluir ações para melhorar a qualidade dos serviços, aumentar a conscientização sobre a importância da prevenção da transmissão vertical, e reduzir as barreiras sócio-culturais que dificultam a adesão e retenção aos serviços de PTV. A implementação da opção B+ (TARV ao longo da vida) para mulheres grávidas e lactantes vivendo com HIV foi iniciada em Moçambique em 2013. A avaliação identificou que, apesar de a maioria das gestantes iniciar o tratamento com ARVs, uma grande proporção interrompe o seu uso e um número limitado dos recém-nascidos de mães HIV+ volta para seu acompanhamento após o parto. A avaliação sugere que é necessário desenvolver estratégias para garantir que as novas diretrizes tenham o efeito esperado na adesão a PTV e uso continuado do TARV. A avaliação também identificou a importância da integração dos serviços de PTV aos serviços materno-infantis, bem como a necessidade de melhorar a qualidade dos serviços e aumentar a conscientização sobre a importância da prevenção da transmissão vertical. Além disso, a avaliação sugere que é necessário desenvolver estratégias para reduzir as barreiras sócio-culturais que dificultam a adesão e retenção aos serviços de PTV. Em resumo, a avaliação das barreiras sócio-culturais de acesso e retenção aos serviços de PTV em Moçambique identificou várias barreiras que dificultam a adesão e retenção aos serviços de PTV, incluindo a falta de confidencialidade no atendimento, a ausência de consentimento informado para testagem e tratamento, e
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